O que é "Caminho da Graça"?

O Caminho é mais que um lugar ou um clube de iluminados. Trata-se de um movimento de subversão do Reino de Deus na Terra!
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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

QUANTO AO INÍCIO DE UMA ESTAÇÃO DO CAMINHO DA GRAÇA...


Quanto ao início de uma Estação do Caminho da Graça, desejamos, antes de falar sobre as coisas mais práticas e funcionais de uma Estação, pontuar o que consideramos essencial ser entendido a priori...

Nós não temos metodologia ou fórmulas e nem critérios de iniciação, nada disso. O que queremos é gente com a mente cativa ao Evangelho, sem medo das ameaças-blefes da religião ensandecida dos “neo-fariseus”, e que queira crescer em amor e no conhecimento experimental da Graça de Cristo. E que se sinta convocada a viver “fora do portão” – que é onde se tem que ir a fim de se “encontrar a Jesus” e os verdadeiros irmãos.

Nós não estamos preocupados com o fazer-fazer, mas sim com o SER. Entendemos que essa é nossa vocação mais essencial. E por isso, não queremos que ninguém se sinta na obrigação de fazer algo. Não há em nós o interesse, como alguns pensam que há, de “abrir franquias” ou “filiais” do Caminho. Não! Não há mesmo! Entendemos que a coisa toda é natural e espontânea. E deve ser assim... Vai ser quando tiver que ser! Não dá pra forçar nada... Além disso, temos a convicção de que nada pode ser edificado do lado de fora que não seja fruto daquilo que nasceu como consciência dentro e tenha sido experimentado como verdade e vida. Assim é o Caminho!

Portanto, que se compreenda desde já, o Caminho da Graça é a jornada daqueles que carregam dentro de si o Caminho, a Verdade e a Vida. É no coração que a viagem verdadeira acontece! E para a saúde de todo aquele que crê e anda, saiba-se que não há como pisar e ser no chão de alguma “missão” sem que antes o Evangelho tenha entrado na vida e libertado a consciência para a conversão à Graça de Deus. Não há como multiplicar Graça e Vida se tal realidade não se instalar no indivíduo para além da informação. O Evangelho tem que entrar na vida... e produzir alguma coisa!

Por isso, nossa vocação mais essencial é “para ser” – sendo-indo-sendo! E nesse processo constante e dinâmico, em que a identidade e a missão se existencializam e se integram à vida, é que cada um vai se percebendo um multiplicador da Palavra da Vida que o habita. Tal processo acontece como decorrência natural dos efeitos da Palavra Viva em nós, e, indo, passamos a “ser testemunhas” do Amor e da Graça de Deus! Portanto, reafirmamos que o que recebemos do Senhor, “antes de ser um chamado para fazer, é uma convocação para ser”!

Bom, para fazer o Caminho conosco há todo um caminho a ser feito. E agora, sim, entraremos em questões mais conceituais, pois tentaremos explicitar alguns detalhes do funcionamento de uma Estação.

Todavia, é importante pontuar que ao falarmos de questões práticas e funcionais de uma Estação, não estamos falando de um engessamento organizacional; mas, de uma mínima organicidade funcional e carismática (conforme I Co 12 e 14).

Sabemos que as formas servem à essência, e não o contrário! Mas, para que assim seja entre nós, se ainda não o fizemos, devemos fazê-lo então... Que é “desistir do modelo industrial, ou da montagem em série, ou da franquia, ou do modelo pré-fabricado, ou de toda fixidez de formas, com suas Constituições e Regimentos, sejam escritos ou subentendidos, que só servem para agarrar-se às paredes do visível, para aplicar fórmulas de sucesso ministerial conforme o Mundo, para instituir hierarquias engessadas e para nos proteger uns dos outros”. Todavia, com isso em mente, e ainda que busquemos a “simplicidade e espontaneidade”, devemos estar cientes que ninguém que vive no tempo e no espaço pode crer que as formas sejam evitáveis. Esse é nosso ponto... É aqui que buscamos, não a organização, mas o mínimo de uma organicidade. Pois, “nossa dimensão demanda alguma forma: tempo e espaço produzem formas. Porém, o espírito da caminhada é a simplicidade. E por isso, nossa segurança não está nas formas, mas na essência do Evangelho. Onde quer que esse espírito do Evangelho tenha prevalência, todas as boas formas lhe prestarão serviço; mas jamais se tornarão um fim em si mesmo. Serviu, serve; não serviu, então, já não serve. Isto deve ser assim pois tudo aquilo que vira um fim em si mesmo, precisa ser destruído. A única coisa que não serve mesmo é atrofiar a Palavra para que ela fique conforme a forma e a fôrma” (Caio Fábio – Caminho da Graça para Todos). É com este entendimento que desejamos CAMINHAR...

O que é uma ESTAÇÃO? Uma Estação é um Caminho da Graça no sentido espiritual que carrega – ou seja, é sua mensagem. Não é uma franquia, nem uma denominação, nem uma filial. É o espaço comunitário onde se desenvolve todo o conceito “do Caminho” segundo se pode ler no site (www.caiofabio.net). E todas as Estações estão ligadas pelo mesmo espírito, e com a unidade de pensamento conforme o Evangelho que há muito temos ouvido da boca e nas palavras do pastor Caio - mentor do processo todo.

Ora, é importante entender que não somos um “lugar” enquanto manifestação física e geográfica do mero ajuntamento de pessoas, e nem como representação legítima de onde Deus está. Mas, somos um lugar enquanto a simples manifestação existencial do ajuntamento de “gente-boa-de-Deus” que se reúne em torno de Jesus, e que entendeu que o Caminho da Graça é o caminho que todos fazem em Cristo no meio da existência. Portanto, esse ajuntamento é apenas uma ESTAÇÃO na jornada do viver. E é neste sentido, que o Caminho da Graça, enquanto uma realidade histórica, é uma IGREJA, pois aloja como ilustração e significado, a realidade da EKKLESIA no contexto neo-testamentário, que é a Assembléia dos Chamados PARA FORA!

O desafio para os que são de fato de Jesus, não é “montar igrejas” e, sim, “fazer discípulos” e isso, de todas as maneiras. Por isso, é hora de pregar a Palavra da Graça do Evangelho de Jesus. É hora de sermos de Jesus mesmo. É hora de mostrar que estamos levando o Evangelho a sério! Não há mais tempo. É hora de atacar. De agir. De convidar...! Somos chamados, Nele, para vivermos o Evangelho da Graça nesta geração! Tendo, de fato e verdade, entendido o que aqui está dito... Acreditamos que depois que o grupo base estiver bem afinado e com bastante consciência do significado do Caminho conforme o Evangelho, então, será hora de convidar outros amigos... De nenhuma forma construímos uma ESTAÇÃO. Não. Elas acontecem. E assim tem sido em todos os lugares. Portanto, o Caminho nascerá de forma natural, espontânea...

“Sei que se fizerem assim, em poucos meses, vocês serão vários, e, logo depois, muitos. Mas no Caminho o „muitos‟ vem sempre depois do „muito‟. Em inglês eu diria que o „many‟ vem depois de „much‟. Muitos é quantidade. Muito é qualidade. Assim, é preciso crescer em much a fim de poder, sadiamente, crescer em many” (Caio Fábio).

E diante dessa Doce Revolução, a nós cabe apenas testificar o espírito do Evangelho presente, e aí prestar todo nosso serviço para facilitar o intercâmbio e o avanço da pregação e da semente do Reino entre todos, bem como verificar se tudo é conforme a pregação que nos incentivou, e que está disponível no site todo.

Tendo dito tudo isso... alguns ainda nos perguntam: “As reuniões do Caminho são para todos? Quem pode participar de uma Estação?”. Ora, se você chegou até aqui e ainda não entendeu isso... Então, vamos tentar deixar mais claro ainda. Veja: em suma, a ESTAÇÃO é o “local de facilitação da pregação do Evangelho, um foco de disseminação, um endereço, no qual ocorrem encontros REGULARES, encontros que propiciam a ambiência para a Ceia, a imposição de mãos, a oração intercessória, a contribuição financeira, o bate-papo sobre a revelação da Palavra nas Escrituras e a convivência franca”.

Nosso caminho é o do samaritano. Se é que já aprendemos a lição da Parábola do Bom Samaritano, que faz referência explícita ao fato de que sacerdotes e levitas sempre têm mais o que fazer, em função da agenda do Templo e da manutenção do culto a Deus, do que cobrir o irmão “descarnado”! Queremos passar longe disso... Nosso desafio é permitir o manifestar frutífero da Graça de Deus, que são transformações interiores exteriorizadas na relação com GENTE de verdade, na direção do PRÓXIMO - que tem nome, história, filiação divina, contraditoriedades e fraquezas; além de defeitos que a gente não gostaria de conhecer, mas em conhecendo, não se perturba e nem perturba ninguém, pois muito mais perturbador é conhecer a si próprio e ainda assim, se saber perdoado e reconciliado em Cristo (2 Co. 5.14-21).

É simples assim...! Essa é nossa identidade essencial: ser conforme o EVANGELHO!

Nós somos um movimento comunitário de fé, ação social e ensino cristão que existe para anunciar que “Deus estava em Cristo, reconciliando consigo mesmo o mundo, e não considerando mais os pecados dos homens”. Portanto, numa Estação você encontrará o que Jesus encontrava pelo caminho – ou seja, GENTE! “Gente quase sem problemas. Gente com problemas. Gente com muitos problemas. Gente atolada em problemas. Gente-problema. Gente solucionadora de problemas apesar de serem perseguidos por problemas. Gente se casando. Gente que chegou descasada e se recasou. Gente que vivia traindo e parou de trair. Gente que ainda trai. Gente que se encara. Gente que mente e nunca se encara. Gente que muda. Gente que ouve, ouve, gosta, mas não muda. Gente madura. Gente infantil. Gente que entendeu. Gente que está entendendo... Gente que não entendeu nada ainda. Gente que vai lá e supostamente anda conosco por interesses de todas as ordens... Gente que logo vê que é vista em sua dissimulação. Gente que aceita a verdade. Gente que gosta de tudo até que a verdade as moleste. Enfim, gente é o que somos. Mas somos gente que prossegue desejosa de encontrar mais da Graça, a fim de aproveitá-la, mesmo que muitas vezes seja dolorido” (Caio Fábio).

Neste ponto, pode ser que alguém questione: “Quem irá conduzir essas pessoas? Existe o ofício de pastor?”. Diferentemente da igreja, no Caminho não há o ofício. No Caminho há a necessidade. No Caminho não há o CARGO, há o SERVIÇO que corresponde a uma necessidade que se concretiza. No Caminho só há irmãos... e seus dons. Quando falamos de mentoria, a entendemos como um serviço devotado a um grupo-sob-o-espírito-do-Caminho, prestado por aqueles que foram habilitados por Deus com dons de liderança em amor, planejamento e aptidão para ensinar, além da SERIEDADE COM A VIDA E DO CARÁTER PESSOAL prioritariamente evidentes nas descrições feitas por Paulo a Timóteo e Tito. Daí a importância de se estar sempre atento aos dons de cada um, a fim de que todos os dons tenham sua expressão entre nós.

É isso...

Para todo aquele que deseja sinceramente caminhar junto, nos resta apenas “crer e andar”!!! Pois ter fé em Jesus implica, necessariamente, em ter FÉ NO CAMINHO (modo de ser) DE JESUS... Portanto, que nosso andar, seja com leveza e sem os excessos de pragmatismo técnico com tudo, e sem a ansiedade por formalizações. Vejamos que com Jesus... tudo se dava no cotidiano mais corriqueiro conforme o próprio ir e vir da vida. Era assim que tudo acontecia com Jesus... Ou seja, no CAMINHO!

Bom... tudo o que aqui foi dito, não será em vão, se em nós houver o amor sincero! Pois será este amor derramado por Deus em nossos corações, que nos fará agir como aquele grupo de pessoas que maravilhou seus contemporâneos ao dedicar-se com devoção ao cuidado com as pessoas à sua volta. Ainda nos lembramos deste grupo? Ou apenas nos maravilhamos com a virtude deles, e já nem tentamos ser iguais?... Foram eles que começaram uma (doce) revolução baseada num principio que poucos podiam compreender: servir sem esperar nenhuma retribuição, apenas por amor ao próximo.

Agora... somos nós – discípulos de Jesus hoje! Portanto, tenhamos a clareza de convicção de que o tempo urge de nós o despertar do sono dos traumas e vitimações de outrora... e o levantar para servir ao propósito de Deus nesta geração!!! O treino acabou! Agora é hora do jogo...

Mantidos pela Graça... Conectados pela Causa... Chamados para uma missão... Marcados pelo amor. Que assim seja nosso caminhar...

É conforme o Evangelho que o “Caminho da Graça” está caminhando!

Vem e vê!

Caminho da Graça 

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Simples assim

O sonho de todo pai e mãe que sejam sadios [...] é ver os filhos evoluírem; indo da dependência total à independência total, capacidade de sobrevivência.


Com Deus é no mínimo assim! [sendo propositalmente mais limitado do expressar-me do que a própria limitação no dizer...].
Deus quer que todos os Seus filhos sejam sólidos no amor, resistentes na fé, constantes na alegria e resolutos na prática da misericórdia!
Isto é andar com as próprias pernas!
No entanto, para andar com as próprias pernas, é preciso ficar prenho do Evangelho!
Tudo é simples assim!
Amém!
Nele,


Caio
30/09/12
Lago Norte
Brasília – DF

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Qual é o bem do Evangelho em sua vida?

Porque eu digo que creio no evangelho?
— é a pergunta que todo discípulo de Jesus deve se fazer de vez em quando. Isto porque em fases distintas da vida a gente mantém diferentes perspectivas de quem é Deus para nós, quem somos nós para Ele, e quais são nossas motivações em relação a Deus no que diz respeito ao nosso modo de viver a fé, e, sobretudo, de senti-la e expressa-la no mundo.
A maioria das pessoas pensam que a única maneira de servir a Deus é se dedicando às programações da igreja, a ter gosto por reuniões de oração, e não ter vergonha de “falar de Jesus” a todos os que encontrarem.
O trabalho na vida normal é, para tais pessoas, uma coisa suportável, na melhor das hipóteses. Mas, a maioria, sofre o trabalho, pois gostaria de servir apenas a causa de Deus, que é fazer a igreja crescer, e, assim, dominar a sociedade com a influência dos cristãos.
Enquanto isto, entre os pastores, a motivação para pregar a palavra vai da admiração aos “maiores” líderes, ao querer ser útil a Deus, ao ter um nome entre os grandes, ou porque o indivíduo sente que se ele não defender a verdade, ela corre o risco de se perder na Terra.
 Sem falar daqueles que pregam apenas porque precisam faze-lo, pois servem-se desse expediente a fim de ganhar dinheiro.
Não podemos esquecer também do pastor cansado e desanimado, e que prega gemendo, pois, caso pudesse viver sem o dinheiro da igreja, ele mesmo se aposentaria de tudo.
Existem ainda os sinceros, e que pregam com amor aflito e angustiado, pois crêem que se não anunciarem a Jesus, e não plantarem novas igrejas na Terra, o mundo inteiro está perdido, posto que Deus está de mãos amarradas e sem voz no planeta, a não ser que nos disponhamos a falar e agir por Ele.
De um modo geral, a maioria se acostumou a ser “de Jesus”, e não tem nem coragem de perguntar se aquela fé é verdade na vida dele, se realiza em sua existência o bem prometido.
Quando a existência vai se mostrando tão aflita como a de qualquer outro ser humano da Terra, e quando o “benefício espiritual” não se manifesta como amor, alegria, paz, bondade, longanimidade, mansidão e domínio próprio—mas sim como infelicidade, amargura, ânsia persecutória, juízos e frustrações; então, a honestidade manda perguntar: O que está errado? É o Evangelho que não é verdade? Ou será que eu, na verdade, é que não vivo em verdade o que é o Evangelho?
Tem gente que pensa que o Evangelho é o corpo de doutrinas da igreja e seu modo de entender o mundo. Tem gente que pensa que o Evangelho é algo para se ensinar, pois, seria pela propagação da informação que a salvação visitaria a Terra.
Tem gente que pensa que o Evangelho é a igreja, de tal modo que ele mesmo é capaz de se referir ao crescimento da igreja no país como o “crescimento do evangelho”.
O Evangelho é a Boa Nova.
O Evangelho é a certeza de que Deus se reconciliou com o mundo, em Cristo; e que agora os homens podem se desamedrontar, pois foi destruído aquele que tem o poder da morte—a saber: o diabo—; bem como foram libertos aqueles que estavam sujeitos à escravidão do medo da morte por toda a vida.
Quem crer está livre, e pronto para começar a andar na paz. Ora, para se ter prazer em pregar o verdadeiro Evangelho—sem medo, sem ameaça, sem barganha, e sem galardão quantitativo, mas apenas qualitativo—, só se o coração estiver grato e cheio de amor.
Ou seja: só se o indivíduo estiver tão pacificado na Graça, que pregar seja algo tão simples quanto o é para uma mangueira dar seus próprios frutos.
Quando o Evangelho é a Boa Nova que livra do medo, então, anuncia-lo só é possível como puro e simples fruto da alegria e da gratidão contente.
Eu acredito no poder do amor, da alegria, da gratidão e do contentamento. Por tais realidades espirituais é que a Boa Nova pode ser vivida e anunciada sem que a morte participe da motivação.
A alegria de conhecer a Deus é o único motivador que deve motivar a anuncio do Evangelho. Portanto, quando o benefício do Evangelho se manifesta como bem espiritual—e que se expressa como amor, alegria, paz, bondade, benignidade, longanimidade, mansidão e domínio próprio na existência do indivíduo—, então, o seu anuncio não é nunca uma forçassão de barra, mas algo próprio e simples, a gera alegria nos corações dos que ouvem, pois, antes de ouvirem, eles mesmos viram o Evangelho na existência daquele que o anuncia.
O Evangelho é Verdade. Mas só é ele que está sendo anunciado quando o resultado realiza libertação interior, pacificando o coração.
Do contrário, tem o nome de evangelho, mas não é o Evangelho mesmo.
Tem gente que se acostumou à miséria de uma existência sem paz e sem libertação do medo, e continua pensando que isto tudo é culpa do diabo, ao invés de perguntar a si própria: Será que aquilo no que creio é de fato o Evangelho?
Preste atenção: o diabo tem poder, mas não tem nenhum poder quando o Evangelho da Graça liberta a consciência humana do medo.
Deste dia em diante o diabo não participa mais de nossa vida, nem quando a gente peca. Isto porque uma coisa é pecar sem consciência da Graça. Outra é pecar com a consciência da Graça.
No primeiro caso estabelece-se tristeza amargurada. No segundo caso, surge a renovação da consciência, brotando o arrependimento feliz e cheio de produções de vida.
Quando o Evangelho é crido, o medo se vai. Então, o diabo perde seu poder.
Assim, sem medo, o homem pode começar a si negar, pois ele já não tem que negar quem é.
Assim, assumindo quem ele é, morre o “si-mesmo”, que é quem ele não é, mas apenas “demonstra ser”.
Aí, neste ponto, começa a jornada de uma crescente libertação na verdade.
E o resultado é um mergulho cada vez mais profundo na paz que excede a todo entendimento.
Cristãos nervosos afligem-se com doutrinas.
Discípulos de Jesus usufruem a verdade como libertação e pacificação.
Onde há o Evangelho, aí há paz!

Caio

sexta-feira, 1 de março de 2013

Filhos de Deus?


Filhos de Deus?

Quem são, onde estão, como eles se manifestam?
Aqui na Nigéria, conheci irmãos, filhos de Deus, não necessariamente os que se enclausuram e se apegam aos dogmas e doutrinas de uma igreja ou religião, mas os que reconhecem-se humanos gratos pelo cuidado do criador e que demonstram isso na prática do amor despretensioso ao próximo.
Não sou universalista conforme dizem os teólogos reformados, muito menos adepto à doutrina do teísmo aberto. Não acredito que todos irão para o céu, mas creio que alguém tem que desejar muito ir pro inferno e que diante de toda chance de demonstrar bondade, misericórdia, paz e amor, ainda assim, esse indivíduo decida-se para o mal, para o egoísmo e para a não percepção do próximo. O único dogma que eu creio é o dogma do Amor e me envergonho quando eu me pego não praticando-o.
Portanto, pouco me interessa quais são os seus credos, as suas convicções doutrinárias, suas adesões às convenções e decisões de concílios. Se aquilo que tu creres não puder ser demonstrado de forma prática na pacificação dos humanos, na prática da misericórdia, na busca pela justiça (não necessariamente a busca pela justiça apenas quando você for injustiçado, mas a busca pela justiça para com os que não podem obtê-la), se sua doutrina e conhecimento teórico das escrituras, não puder ser lançado ao nada, se você e eu não tivermos uma mente tão conhecedora de que estamos sempre em um processo de aprendizado e percepção dos ensinamentos de Deus que acontece na vida e não apenas nas linhas escritas dos livros e escrituras, se tudo aquilo que temos feito em nome de Deus não estiver inundado de Amor, então de nada adianta, de nada serve, seremos meros seres arrogantes detentores e adestradores de um deus teórico, criado e subserviente aos nossos caprichos e ambições.
Como ensinou Jesus, Felizes são aqueles que estão ao redor do mundo, de toda tribo, povo, língua e nação e que enxergando o próximo, praticam a justiça, buscam a paz, são sensíveis para com suas dores, são perseguidos por causa dele… Desses são o reino de Deus.
Junte-se a nós, demonstre ser de fato pertencente ao reino que você diz crer.
Tony Rimualdo
28 de fevereiro 2013
13:35 Lua nova
P.S Sobre a foto da mulçumana acima, para os que disseram ou pensaram “Que boa ação que ela fez, pena que não é crente”. Pra esses eu digo: Pena que seu pensar é tão medíocre e que você não tem a oportunidade de vir e ver quão cheia do evangelho essa senhorinha está.
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013



A DIFERENÇA ENTRE AMAR E GOSTAR

Às vezes a gente ama e gosta.

Outras vezes a gente ama, mas não gosta.

Mas o chamado de Jesus é para amar até quem não se gosta.

Não dá para ser saudável e gostar do inimigo, do perseguidor, do falsificador da vida.

Todavia, é possível amá-lo.

Esta é a aparente contradição de Jesus.

Sim, Ele amava a todos, mas não gostava de um monte de coisas; e, de certo modo, de um monte de gente. Mas amava. E ensinou que é possível e necessário amar, mesmo quando se aborrece alguém.

Às vezes se aborrece algo... Então é fácil separar as coisas. Mas outras vezes a coisa e pessoa se fundiram de tal modo que não dá para separar. Entretanto, mesmo assim, é possível amar; pois amor, nesse nível, não demanda sentimento, mas tão somente CONSCIÊNCIA.

Amar o adversário, o inimigo, o falsificador de Deus -- acontece assim, nessa dialética que só cabe no amor segundo Jesus.

A ira de Jesus é cheia de amor desgostoso e ferino como uma espada de dois gumes!

Não amar quando não se gosta, não nos é permitido!

Até o abomináveis precisam ser amados com oração!

No entanto, isso não significa ódio.

Apenas quem não conheceu ainda o Evangelho é que pensa que não gostar implica em não amar.

O amor por quem não se gosta não carrega nenhum prazer, e, por vezes, vem cheio de enfrentamento e denuncia, como se vê nas práticas de Jesus!

"Ai de vós fariseus" [Mt 23] - é uma fala de um amor desgostado, mas é amor!

Para os religiosos, todavia, amar implica em acordo ou em silêncio obsequioso, mesmo quando se desgosta de tudo.

Em Jesus, no entanto, não é assim....

Porém, ninguém entenderá isso sem que antes fique cheio do Espírito de Cristo!

Minha recomendação é uma só:

Leia os evangelhos de carreirinha e você entenderá. Lendo "fragmentos" você nunca entenderá o que Jesus não ensinou para ser fragmentado ou selecionado.

Quem me dera um dia você entendesse isso!

Até lá, eu digo com todo amor desgostado:

SOFREREI A SUA ESTUPIDEZ COM TODO AMOR E PACIÊNCIA!


Nele, que nunca não amou; e que nunca por amar deixou de dizer a verdade como as circunstâncias pediam; ora com denuncia explicita, ora com ironia ou sarcasmo, ora com o grito do inferno ungido pelo clamor do reino de Deus,

Caio

7/2/2013
Jerusalém.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

UM DIA LAMENTAREMOS


Um dia destes ouvi esta frase da Lau, mulher da minha juventude e com quem estou envelhecendo junto e é quem amo .
"UM DIA LAMENTAREMOS"
Escrevi aqui alguns lamentos que ainda da tempo de serem revertidos e, antes de serem lamentos, podem ser memórias saborosas de quem vive a vida com leveza,  graça e responsabilidade consigo mesmo e com o próximo.
Um dia lamentaremos não ter conversado mais, com os que amamos.
Um dia lamentaremos não ter tomado mais alguns cafés com os que queriamos bem.
Um dia lamentaremos não ter abraçado mais aqueles que nos faziam só bem.
Um dia lamentaremos não ter andado de mãos dadas com os que tinhamos identidade de alma.
Um dia lamentaremos não ter partilhado mais a vida com os que nos compreendiam e nos ajudavam a descomplicar a alma.
Um dia lamentaremos não ter caminhado nos parques e nas praias contemplando o belo e a criatividade do Eterno Pai.
Um dia lamentaremos não ter beijado mais os labios daqueles que sabiam saborear as delicias da afeição, do amor, do amar, da paixão, do bem querer.
Um dia lamentaremos não termos nos percebido enquanto envelheciamos.
Um dia lamentaremos não termos brincado de rodas e dançado ao som de melodias variadas.
Um dia lamentaremos não termos repartido mais a mesa pra saborear o pão e o vinho.
Um dia lamentaremos não ter parado prta contar e ouvir nossas histórias.
Um dia lamentaremos termos feito escolhas que nos separaram dos que amamos.
Um dia lamentaremos ter vivido parte da vida encaramujados em nós mesmos.
Um dia lamentaremos ter perdido a paciencia com nossos filhos e não te-los abraçao e beijado mais.
Um dia lamentaremos ter magoado alguns desnecessariamente.
Um dia lamentaremos ter ficado tanto tempo magoados com alguns que deveriamos ter tido mais perto.
Um dia lamentaremos não ter viajado pra onde até tinha recursos pra viajar, mas, escolhemos não ir pra economizar.
Um dia lamentaremos não dado aquele telefonema ou escrito aquele e-mail aqueles que ficaram esperando o que prometemos.
Um dia lamentaremos não ter ido mais vezes na casa dos pais, dos avós, dos filhos, dos familiares, dos amigos.
Um dia lamentaremos não termos dado chance pra que alguns novos relacionamentos brotassem e se tornassem em amizades e até amores.
Um dia lamentaremos não ter adotado uma criança da Visão Mundial ou visitado a Missão Cena ou não ter se engajado em algum projeto que visava tornar melhor a vida de alguns.
Um dia lamentaremos...de muitos outros tantos itens que podem ser relacionados aqui.
Sim, um dia, e este dia nunca está tão longe como imaginamos as vezes.
Este dia está tão perto de nós, todos os dias, mas, não percebemos isto ou, se percebemos, damos de ombros e nada fazemos pra mudar as circunstancias.
Olha,
é apenas uma reflexão existencial impessoal.
Registros de lamentos que ouço todos os dias.
É obvio que o Eterno Pai e Criador de todo universo e nós todos, qdo criou, traçou planos melhores do que os que escolhemos pra viver.
Alguns percebem, a maioria, não.
"UM BRINDE A VIDA E BEM VINDOS A EXISTENCIA PRA VALER"

Carlos Bregantim

Momentos de vida, divida!

Este é um convite do Caminho da Graça Estação Contagem.

Onde todos somos carentes da graça de Deus, onde todos só tem um Caminho a seguir, onde todos são vistos por Deus como irmãos, e nunca como juízes uns dos outros.

Onde caímos, mais levantamos e ajudamos a levantar, onde nos enfraquecemos, mais mutuamente consolamos e somos consolados.

Onde todos são humanos, onde todos são gente, onde todos são devedores uns dos outros, onde todos são tratados conforme a lei do Evangelho; à saber, o Amor.

Onde todos são chamados para fora, chamados pra seguir a jornada, mais também onde todos param para tomar um ar e nos encontrar, re-encontrar, re-significar, re-conhecer, descontruir e re-construir. Encontrar com gente, encontrar com si mesmo, encontrar com Deus, na expectativa de tomar fôlego, de ganhar um novo ânimo, e assim voltar a caminhar no chão da graça, que dá sabor na vida, no chão da graça que dá coragem para encarar a peregrinação, com uma consciência própria e submissa ao Evangelho e guiada pelo Espírito durante todo o Caminho.

Onde queremos sim, viver com Deus, mais onde não cabe mais máscaras religiosas, onde já não cabe mais institucionalização, padrões, tradições, respostas prontas para todos os problemas, formas, fôrmas. Pois foi para liberdade que fomos libertos por Cristo, e em novidade de vida que queremos andar.

Onde todos somos, uma obra em construção, todos estamos sendo trabalhados, moldados, podado e tratados pelo Tapeceiro da Vida, com muito amor e paz-ciência, aprendendo a repartir, compartilhar, abraçar, tocar, olhar, ouvir, viver.

Por isso, de domingo à domingo, até quando o Pai permitir, nos encontraremos, buscando a Verdade pra vida, e Vida de verdade. Ninguém é visitante, ninguém está expulso, pois todos já estão em algum caminho, ou alguma trilha, uns mais atrás, outros mais a frente, mais todos estão buscando o Caminho, que é uma pessoa, Jesus Cristo.

Onde? Em Contagem - MG, mais o caminho é na vida.

Quando? Às 10:00, mais o caminho é na vida.

Portanto, venha com vida, e divida de você.

Se achar que deve, venha.

Se achar que deve, convide outros.

Encontros e momentos de vida, divida.

Isso tudo faz bem, pois com efeito, Ele é Bom.


Pense Nisto


“Estou cada vez mais convencido de que Jesus não veio começar outra religião ou competir no mercado religioso. Creio que ele veio extinguir o padrão de competitividade religiosa, que Paulo chamou de “lei” ao cumpri-lo.À luz disso, embora eu não espere que todos os budistas se tornem cristãos (culturais), espero que todos que se sintam chamados se tornem budistas seguidores de Jesus; creio que eles deveriam ter essa oportunidade e receber esse convite. Não espero que todos os judeus ou hindus se tornem membros da religião cristã. Mas espero que todos os que se sentirem chamados se tornem judeus ou hindus seguidores de Jesus.Finalmente, espero que Jesus salve o budismo, o islamismo e todas as outras religiões, incluindo a religião cristã, que na maioria das vezes parece carecer tanto de salvação quanto qualquer outra religião. Nesse contexto, desejo que todos os cristãos se tornem seguidores de Jesus, mas talvez seja pedir demais.” Brian McLaren