O que é "Caminho da Graça"?

O Caminho é mais que um lugar ou um clube de iluminados. Trata-se de um movimento de subversão do Reino de Deus na Terra!
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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Qual é o bem do Evangelho em sua vida?

Porque eu digo que creio no evangelho?
— é a pergunta que todo discípulo de Jesus deve se fazer de vez em quando. Isto porque em fases distintas da vida a gente mantém diferentes perspectivas de quem é Deus para nós, quem somos nós para Ele, e quais são nossas motivações em relação a Deus no que diz respeito ao nosso modo de viver a fé, e, sobretudo, de senti-la e expressa-la no mundo.
A maioria das pessoas pensam que a única maneira de servir a Deus é se dedicando às programações da igreja, a ter gosto por reuniões de oração, e não ter vergonha de “falar de Jesus” a todos os que encontrarem.
O trabalho na vida normal é, para tais pessoas, uma coisa suportável, na melhor das hipóteses. Mas, a maioria, sofre o trabalho, pois gostaria de servir apenas a causa de Deus, que é fazer a igreja crescer, e, assim, dominar a sociedade com a influência dos cristãos.
Enquanto isto, entre os pastores, a motivação para pregar a palavra vai da admiração aos “maiores” líderes, ao querer ser útil a Deus, ao ter um nome entre os grandes, ou porque o indivíduo sente que se ele não defender a verdade, ela corre o risco de se perder na Terra.
 Sem falar daqueles que pregam apenas porque precisam faze-lo, pois servem-se desse expediente a fim de ganhar dinheiro.
Não podemos esquecer também do pastor cansado e desanimado, e que prega gemendo, pois, caso pudesse viver sem o dinheiro da igreja, ele mesmo se aposentaria de tudo.
Existem ainda os sinceros, e que pregam com amor aflito e angustiado, pois crêem que se não anunciarem a Jesus, e não plantarem novas igrejas na Terra, o mundo inteiro está perdido, posto que Deus está de mãos amarradas e sem voz no planeta, a não ser que nos disponhamos a falar e agir por Ele.
De um modo geral, a maioria se acostumou a ser “de Jesus”, e não tem nem coragem de perguntar se aquela fé é verdade na vida dele, se realiza em sua existência o bem prometido.
Quando a existência vai se mostrando tão aflita como a de qualquer outro ser humano da Terra, e quando o “benefício espiritual” não se manifesta como amor, alegria, paz, bondade, longanimidade, mansidão e domínio próprio—mas sim como infelicidade, amargura, ânsia persecutória, juízos e frustrações; então, a honestidade manda perguntar: O que está errado? É o Evangelho que não é verdade? Ou será que eu, na verdade, é que não vivo em verdade o que é o Evangelho?
Tem gente que pensa que o Evangelho é o corpo de doutrinas da igreja e seu modo de entender o mundo. Tem gente que pensa que o Evangelho é algo para se ensinar, pois, seria pela propagação da informação que a salvação visitaria a Terra.
Tem gente que pensa que o Evangelho é a igreja, de tal modo que ele mesmo é capaz de se referir ao crescimento da igreja no país como o “crescimento do evangelho”.
O Evangelho é a Boa Nova.
O Evangelho é a certeza de que Deus se reconciliou com o mundo, em Cristo; e que agora os homens podem se desamedrontar, pois foi destruído aquele que tem o poder da morte—a saber: o diabo—; bem como foram libertos aqueles que estavam sujeitos à escravidão do medo da morte por toda a vida.
Quem crer está livre, e pronto para começar a andar na paz. Ora, para se ter prazer em pregar o verdadeiro Evangelho—sem medo, sem ameaça, sem barganha, e sem galardão quantitativo, mas apenas qualitativo—, só se o coração estiver grato e cheio de amor.
Ou seja: só se o indivíduo estiver tão pacificado na Graça, que pregar seja algo tão simples quanto o é para uma mangueira dar seus próprios frutos.
Quando o Evangelho é a Boa Nova que livra do medo, então, anuncia-lo só é possível como puro e simples fruto da alegria e da gratidão contente.
Eu acredito no poder do amor, da alegria, da gratidão e do contentamento. Por tais realidades espirituais é que a Boa Nova pode ser vivida e anunciada sem que a morte participe da motivação.
A alegria de conhecer a Deus é o único motivador que deve motivar a anuncio do Evangelho. Portanto, quando o benefício do Evangelho se manifesta como bem espiritual—e que se expressa como amor, alegria, paz, bondade, benignidade, longanimidade, mansidão e domínio próprio na existência do indivíduo—, então, o seu anuncio não é nunca uma forçassão de barra, mas algo próprio e simples, a gera alegria nos corações dos que ouvem, pois, antes de ouvirem, eles mesmos viram o Evangelho na existência daquele que o anuncia.
O Evangelho é Verdade. Mas só é ele que está sendo anunciado quando o resultado realiza libertação interior, pacificando o coração.
Do contrário, tem o nome de evangelho, mas não é o Evangelho mesmo.
Tem gente que se acostumou à miséria de uma existência sem paz e sem libertação do medo, e continua pensando que isto tudo é culpa do diabo, ao invés de perguntar a si própria: Será que aquilo no que creio é de fato o Evangelho?
Preste atenção: o diabo tem poder, mas não tem nenhum poder quando o Evangelho da Graça liberta a consciência humana do medo.
Deste dia em diante o diabo não participa mais de nossa vida, nem quando a gente peca. Isto porque uma coisa é pecar sem consciência da Graça. Outra é pecar com a consciência da Graça.
No primeiro caso estabelece-se tristeza amargurada. No segundo caso, surge a renovação da consciência, brotando o arrependimento feliz e cheio de produções de vida.
Quando o Evangelho é crido, o medo se vai. Então, o diabo perde seu poder.
Assim, sem medo, o homem pode começar a si negar, pois ele já não tem que negar quem é.
Assim, assumindo quem ele é, morre o “si-mesmo”, que é quem ele não é, mas apenas “demonstra ser”.
Aí, neste ponto, começa a jornada de uma crescente libertação na verdade.
E o resultado é um mergulho cada vez mais profundo na paz que excede a todo entendimento.
Cristãos nervosos afligem-se com doutrinas.
Discípulos de Jesus usufruem a verdade como libertação e pacificação.
Onde há o Evangelho, aí há paz!

Caio

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Momentos de vida, divida!

Este é um convite do Caminho da Graça Estação Contagem.

Onde todos somos carentes da graça de Deus, onde todos só tem um Caminho a seguir, onde todos são vistos por Deus como irmãos, e nunca como juízes uns dos outros.

Onde caímos, mais levantamos e ajudamos a levantar, onde nos enfraquecemos, mais mutuamente consolamos e somos consolados.

Onde todos são humanos, onde todos são gente, onde todos são devedores uns dos outros, onde todos são tratados conforme a lei do Evangelho; à saber, o Amor.

Onde todos são chamados para fora, chamados pra seguir a jornada, mais também onde todos param para tomar um ar e nos encontrar, re-encontrar, re-significar, re-conhecer, descontruir e re-construir. Encontrar com gente, encontrar com si mesmo, encontrar com Deus, na expectativa de tomar fôlego, de ganhar um novo ânimo, e assim voltar a caminhar no chão da graça, que dá sabor na vida, no chão da graça que dá coragem para encarar a peregrinação, com uma consciência própria e submissa ao Evangelho e guiada pelo Espírito durante todo o Caminho.

Onde queremos sim, viver com Deus, mais onde não cabe mais máscaras religiosas, onde já não cabe mais institucionalização, padrões, tradições, respostas prontas para todos os problemas, formas, fôrmas. Pois foi para liberdade que fomos libertos por Cristo, e em novidade de vida que queremos andar.

Onde todos somos, uma obra em construção, todos estamos sendo trabalhados, moldados, podado e tratados pelo Tapeceiro da Vida, com muito amor e paz-ciência, aprendendo a repartir, compartilhar, abraçar, tocar, olhar, ouvir, viver.

Por isso, de domingo à domingo, até quando o Pai permitir, nos encontraremos, buscando a Verdade pra vida, e Vida de verdade. Ninguém é visitante, ninguém está expulso, pois todos já estão em algum caminho, ou alguma trilha, uns mais atrás, outros mais a frente, mais todos estão buscando o Caminho, que é uma pessoa, Jesus Cristo.

Onde? Em Contagem - MG, mais o caminho é na vida.

Quando? Às 10:00, mais o caminho é na vida.

Portanto, venha com vida, e divida de você.

Se achar que deve, venha.

Se achar que deve, convide outros.

Encontros e momentos de vida, divida.

Isso tudo faz bem, pois com efeito, Ele é Bom.


Pense Nisto


“Estou cada vez mais convencido de que Jesus não veio começar outra religião ou competir no mercado religioso. Creio que ele veio extinguir o padrão de competitividade religiosa, que Paulo chamou de “lei” ao cumpri-lo.À luz disso, embora eu não espere que todos os budistas se tornem cristãos (culturais), espero que todos que se sintam chamados se tornem budistas seguidores de Jesus; creio que eles deveriam ter essa oportunidade e receber esse convite. Não espero que todos os judeus ou hindus se tornem membros da religião cristã. Mas espero que todos os que se sentirem chamados se tornem judeus ou hindus seguidores de Jesus.Finalmente, espero que Jesus salve o budismo, o islamismo e todas as outras religiões, incluindo a religião cristã, que na maioria das vezes parece carecer tanto de salvação quanto qualquer outra religião. Nesse contexto, desejo que todos os cristãos se tornem seguidores de Jesus, mas talvez seja pedir demais.” Brian McLaren